Projeto do Parque Tecnológico de Transição Energética e IA de Campos aprovado
Por: Jorge Rocha e Kamilla Uhl – Foto: Seduct / Divulgação – PMCG
O projeto “Tecenergia – Parque Tecnológico de Transição Energética e Inteligência Artificial” foi aprovado na segunda etapa do Edital INFRALAB 2025, da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ). Inscrito pela Tec Campos Incubadora, parceira do Programa Startup Campos, da Subsecretaria de Ciência e Tecnologia, vinculada à Secretaria Municipal de Educação, Ciência e Tecnologia (Seduct), o projeto visa à criação de laboratórios e áreas compartilhadas voltadas à energia eólica offshore, energia solar, hidrogênio verde e inteligência artificial.
O Parque ficará instalado no bairro Pecuária, ao lado da Fundação Norte Fluminense de Desenvolvimento Regional (Fundenor). O projeto também tem o objetivo de oferecer estrutura para que projetos saiam da fase inicial, passem por protótipos e testes e cheguem mais preparados ao mercado.
Tecenergia vai promover, ainda, a ligação com o setor produtivo e com demandas estratégicas da economia regional, especialmente as relacionadas ao Porto do Açu. A proposta pretende estimular a inovação aberta, reduzir a dependência tecnológica externa e posicionar o Norte Fluminense como referência em transição energética na Região Sudeste.
Segundo o subsecretário de Ciência e Tecnologia, Henrique da Hora, a iniciativa visa atuar como elo entre o conhecimento produzido nas universidades e as necessidades concretas do setor produtivo da região, ajudando a transformar ideias promissoras em realidade no mercado. Com a aprovação, Campos vai ampliar o suporte às startups locais, especialmente as que estão vinculadas ao Startup Campos prevê uma estrutura compartilhada para prototipagem, testes e certificações.
Para Henrique, a iniciativa representa mais do que a criação de um novo espaço para a inovação e o papel do poder público nessa iniciativa. “A ciência e tecnologia têm um papel indutor das políticas públicas. Então, o papel de uma prefeitura é também liderar o desenvolvimento tecnológico e, ao mesmo tempo, dar as condições para que este desenvolvimento aconteça. É nosso papel criar o ambiente para que as empresas sejam abertas e se desenvolvam”, afirmou.
Ele acrescentou que o parque tecnológico reforça essa lógica ao reunir poder público, universidades e empresários em um mesmo ambiente de cooperação. O subsecretário também relacionou o projeto ao trabalho já realizado com o Startup Campos e ao ciclo de amadurecimento das empresas inovadoras na cidade.
“A subsecretaria está atenta à preservação dos resultados do Startup Campos e é importante que os recursos investidos em inovação no município sejam preservados ou valorizados em um parque tecnológico local”, disse. Segundo ele, o programa de incubação atende os primeiros anos de vida das startups, quando elas ainda estão em fase inicial de estruturação, enquanto o parque tecnológico pode acolher empresas que já avançaram e precisam de novas condições para crescer.

